sexta-feira, 1 de julho de 2011

A nova edição da ClickCiência - O Ano Internacional da Química

Embora com algum atraso estamos lançando uma nova edição da revista eletrônica ClickCiência, que discute a Química, devido ao fato que 2012 foi escolhido como Ano Internacional da Química.
Aproveitem e enviem sugestões e criticas.


Editorial


Nas reportagens desta edição, você fica sabendo um pouco mais sobre os novos desafios da Química e sobre a sua relação com a Indústria. Além disso, você confere os rumos do ensino dessa ciência no Brasil. 
Na seção de entrevistas, Ourides Santin Filho, do Departamento de Química da Universidade Estadual de Maringá (UEM), conta a surpreendente história da "construção" da Tabela Periódica. Já Cláudia Moraes Rezende, do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),  e coordenadora do Ano Internacional da Química no Brasil, fala sobre a Química nos dias atuais e seus novos desafios.
Os mistérios revelados pelos raios gama são o tema da coluna da Professora Sueli Viegas. Também nesta edição você fica sabendo um pouco mais sobre a interface entre Física e Química no artigo de Lívia Zeviani. 
Além disso, aproveite para dar uma olhada na nossa dica do filme "O Perfume" e mergulhe em um universo de Química, suspense e pessoas de temperamento sórdido. 
 
 
Boa leitura!

12 comentários:

  1. Anônimo4:56 PM

    professor, que bom saber disto. Estou meio que enlouquecendo pois ando acompanhando o nascer e e por do sol da janela do meu quarto. o que me intriga é que o sol nasce e se põe do mesmo lado do meu prédio, vejo isto da mesma janela. Chego a abrir os braços posicionando leste e oeste conforme aprendi nos meus primeiros anos escolares e não é isto o que estou vendo. fico feliz pela elucidação. Todos precisam saber disto. Grata e grande abraço

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  2. Joãozinho, moleque esperto e observador, ficou meio frustrado com o episódio,mas não lhe
    deu maior importância. Num outro dia, depois de pensar com seus botões e num papo com
    com seus amigos sobre o assunto, chegou à seguinte conslusão:“... ou o Ponto Leste não é o ponto em que o sol nasce... ou então o ponto Leste não serve
    para nada...”
    Na mesma série de aulas sobre esses temas obrigatórios do programa, a professora
    havia "ensinado" outro assunto: (...)
    -Meio-dia é quando o Sol passa a pino.
    - Fessora, qui é Sol a pino?
    - É quando o Sol passa bem em cima das nossas cabeças. - É quando a sombra
    da gente fica embaixo dos nossos próprios pés.
    Joãozinho achara interessante o assunto. Até lhe ocorrera à idéia de acertar o relógio
    quando o Sol passasse a pino. Ao sair da sala, no fim da aula, como já era quase meio-dia,
    valia a pena observar o que a professora acabara de “ensinar”.
    Joãozinho e os amigos se postaram ao Sol para vê-lo passar a pino (...). A sombra ainda
    estava grande. Também, ainda não era meio-dia. Era preciso esperar a sombra encurtar.
    Chega meio-dia. Os guris conferem com os relógios das pessoas que passam. Já era meio-
    dia. A sombra ainda estava grande. A turma percebe que, em lugar de encurtar, a sombra
    começa a aumentar de comprimento e mudar de direção...
    No dia seguinte, Joãozinho e seus amigos resolvem acompanhar a sombra desde cedo
    para não perder o momento em que ela deveria passar por baixo de seus pés. Era preciso
    faltar à aula. (...) as sombras não deixaram de existir (...) então o Sol não passou a pino (...) e
    isso (...) em pleno Rio de Janeiro (...)
    Depois de vários dias de tentativas frustradas de ver o Sol a pino (...) os guris desistem.
    Alguns dias depois, Joãozinho e seus amigos voltam à escola. Desta vez não era por causa da
    merenda. Eles haviam ficado intrigados com o caso do Sol a pino ou sem pino.
    Fessora.
    - Que é Joãozinho?
    - A gente não conseguimos ver o Sol a pino, não.
    - Vai ver que vocês não olharam bem.
    - Fessora, mostra pra gente esse negócio. A gente queria vê.
    - Eu não tenho tempo pra isso, meninos. Tenho que sair correndo pra dar outra aula na escola
    de Irajá. E tem outra coisa. Faz 15 anos que eu dou essa aula e nunca ninguém me amolou
    tanto quanto você e seus amigos, Joãozinho.
    - Num tem nada não, Fessora, a gente só queríamos intende.
    Alguns meses depois. Já se aproximava do fim do ano. (...) e seus amigos já haviam
    esquecido o episódio do Sol a pino. A aula terminara. Faltava pouco para o meio-dia. Os
    garotos saem e, de repente, Joãozinho:(...)
    -Ei, turma, vem vê! A sombra tá quase sumindo embaixo da gente! O Sol tá quase a
    pino! - Vamo espera mais um pouco! Vamo vê o Sol a pino!
    Dentro de mais alguns instantes, os moleques irrompem num grito de entusiasmo. A
    sombra desaparecera. O Sol estava bem a pino, no meio do céu. Todos olharam pressurosos
    para o relógio da professora, que também acorrera...
    ...Não era meio-dia... Que decepção!

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  3. Num outro dia, (...) Joãozinho resolve ir à aula. Nesse dia, sua professara iria dar uma
    aula de Ciências (...) sobre coisas como o Sol, a Terra, seus movimentos e as Estações.
    A aula começa com as definições ditadas para "ponto".
    - o VERÃO é o tempo do...? ... Calor.
    -o INVERNO é o tempo do...? ... Frio.
    a PRIMAVERA é o tempo das...? ... Flores.
    - o OUTONO é o tempo das...? ... Frutas.
    Em sua favela, no Rio de Janeiro, Joãozinho conhece duas estações: época de calor c época
    de mais calor ainda; um verdadeiro sufoco de calor, às vezes. Graças a isso o moleque
    sobrevivia com uns trapos que um dia devem ter sido de algum garoto da zona Sul. Flores,
    Joãozinho via durante todo o ano em cortejos fúnebres c casamentos. E não havia mais enterros
    em determinada época do ano. Casamentos havia mais em maio, mês das rosas (?), mês das noivas
    (?).
    Joãozinho também ajudava no mísero orçamento de sua família de mais seis irmãos e a mãe.
    Ele ajudava seu irmão mais velho a vender frutas na zona Sul da cidade: figos de Valinhos, uvas
    de Jun-diaí, mangas do Rio, cajus c abacaxis do Nordeste. Felizmente esse negócio era maior
    depois do fim de suas aulas até o Carnaval.
    ... então outono deve ser nessa época?.. .

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  4. Joãozinho, observador e curioso, queria saber por que acontecem essas coisas. Por que
    existem VERÃO, INVERNO etc.
    - Eu já disse a vocês, numa aula anterior, que a Terra é uma grande bola solta no espaço e
    que essa bola está rodando sobre si mesma.
    É sua rotação que provoca os dias e as noites. Acontece que, enquanto a Terra está
    girando, ela está fazendo uma grande volta ao redor do Sol. Essa volta se faz em um ano. O
    caminho é uma órbita alongada chamada elipse. Além dessa curva ser assim achatada ou
    alongada, o Sol não está no centro. Isso quer dizer que em seu movimento a Terra às vezes
    passa perto, às vezes passa longe do Sol.
    - Quando passa mais perto do Sol é mais quente: é VERÃO.
    - Quando passa mais longe do Sol recebe menos calor: é INVERNO.
    Os olhos do Joãozinho brilhavam de curiosidade diante de um assunto novo e tão
    interessante.
    - Fessora, assenhora não disse antes que a Terra é uma bola e que ta girando enquanto
    faz a volta em volta do Sol?
    - Sim, eu disse, responde a professora com segurança.
    - Mas se a Terra é uma bola e está girando todo dia perto do Sol, não deve ser verão em
    toda a Terra?
    - É, Joãozinho, é isso mesmo.
    - Então, é mesmo verão em todo lugar e inverno em todo lugar, ao mesmo tempo?
    - Acho que é, Joãozinho, mas vamos mudar de assunto.
    A essa altura, a professora já não se sentia tão segura do que havia dito.
    - Mas, Fessora, insiste o garoto, enquanto a gente está ensaiando a escola de samba,
    na época do Natal, a gente sente o maior calor, não é mesmo?
    - É mesmo Joãozinho.
    -Então, nesse tempo é verão aqui, Fessora?
    - É, Joãozinho.
    - E o Papai Noel no meio da neve com roupa de frio e botas. A gente vê nas vitrinas até
    as árvores de Natal com algodão. Não é para imitar neve (a 40° C no Rio), Fessora?
    - É, Joãozinho, na terra do Papai Noel faz frio.
    - Então, na terra do Papai Noel, no Natal, faz frio, Fessora?
    - Faz, Joãozinho.
    - Mas, então, tem frio e calor ao mesmo tempo? Quer dizer que existe verão e inverno
    ao mesmo tempo?
    - É, Joãozinho, mas vamos mudar de assunto. Você já está atrapalhando a aula e eu
    tenho um programa a cumprir.
    Mas Joãozinho ainda não havia sido "domado" pela escola. Ele ainda não havia perdido
    o hábito e a iniciativa de fazer perguntas e querer entender as coisas. Por isso, apesar do jeito
    visivelmente contrariado da professara, ele insiste:
    - Fessora, como é que pode ser verão e inverno ao mesmo tempo em lugares diferentes,
    se a Terra, que é uma bola, deve estar perto ou longe do Sol? Uma das duas coisas não tá errada?
    - Como você se atreve, Joãozinho, a dizer que a professora está errada? Quem andou
    pondo essas idéias em sua cabeça?
    - Ninguém não, Fessora. Eu só tava pensando. Se tem verão e inverno ao mesmo
    tempo, então isso não pode acontecer porque a Terra tá perto ou tá longe do Sol. Não é
    mesmo, Fessora?
    A professora, já irritada com a insistência atrevida do menino, assume uma postura de
    autoridade científica e pontifica:
    - Está nos livros que a Terra descreve uma curva que se chama elipse ao redor do Sol,
    que este ocupa um dos focos e, portanto, ela se aproxima e se afasta do Sol. Logo, deve ser
    por isso que existe verão e inverno.

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  5. Sem se dar conta da irritação da professora, nosso Joãozinho lembra-se da sua
    experiência diária e acrescenta:
    - Fessora, a melhor coisa que a gente tem aqui na favela é poder ver avião o dia inteiro.
    - E daí, Joãozinho? O que isso tem a ver com o verão e o inverno?
    - Sabe, Fessora, eu achei que tem. A gente sabe que um avião ta chegando perto
    quando ele vai ficando maior. Quando ele vai ficando pequeno é porque ele ta ficando mais
    longe.
    - E o que isso tem a ver com a órbita da Terra, Joãozinho?
    - É que eu achei que se a Terra chegasse mais perto do Sol, a gente devia ver ele
    maior. Quando a Terra tivesse mais longe do Sol, ele devia aparece menor. Não é, Fessora?
    - E daí, menino?
    - A gente vê o Sol sempre do mesmo tamanho. Isso não quer dizer que ele tá sempre na
    mesma distância? Então, verão e inverno não pode sê por causa da distância.
    - Como você se atreve a contradizer sua professora? Quem anda pondo essas "minhocas" na
    sua cabeça? Faz 15 anos que eu sou professora. É a primeira vez que alguém quer mostrar
    que a professora está errada.

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  6. A essa altura, já a classe se havia tumultuado. Um grupo de outros garotos já havia
    percebido a lógica arrasadora do que o Joãozinho dissera. Alguns continuaram indiferentes. A
    maioria achou mais prudente ficar do lado da "autoridade". Outros aproveitaram confusão para
    aumentá-la. A rpfessora havia perdido o controle da classe e já não conseguia reprimir a
    bagunça nem com ameaças de castigo e de dar “zero” para os mais rebeldes.
    Em meio àquela confusão tocou o sinal para o fim da aula, “salvando” a professora de
    um caos maior. Não houve aparentemente nenhuma definição de vencedores e vancidos
    nesse confronto.
    Indo para casa, a professora ainda agitada e contrariada se lembava do Joãozinho que
    lhe estragar a aula e também o dia. Além do por em dúvida o que ela afirmara, ele dera um
    “mau exemplo”. Joãozinho. Com seus argumentos ingênuos, mas lógicos, despertara muito
    para o seu lado.
    “- Imagine se a moda pega, pensa a professora.
    O pior é que não me ocorreu qualquer argumento que pudesse “enfrentar” o
    questionamento do garoto.

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  7. Mas foi assim que me ensinaram. É assim mesmo que eutambén ensino, pensa a
    professora. Faz tantos anos que dou essa aula sobre esse mesmo assunto...”
    - À noite, já mais calma, ela pensa com seus botões:
    - Os argumentos do Joãozinho foram tão claros e ingênuos. Se o inverno e o verão fossem
    provocados pelo maior ou menor afastamento da Terra em relação ao Sol, deveria ser inverno
    ou verão em toda a Terra. Eu sempre soube que enquanto é inverno em um hemisfério, é
    verão no outro. Então, tem mesmo razão o Joãozinho. Não pode ser essa a causa de calor ou
    frio na Terra. Também é absolutamente claro e lógico que se a Terra se aproxima e se afasta
    do Sol, este deveria mudar de tamanho aparente. Deveria ser maior quando mais próximo e
    menor quando mais distante.
    - Como eu não havia pensado nisso antes?
    Como nunca me ocorreu, sequer, alguma dúvida sobre isso?

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  8. Como posso eu estar durante tantos anos 'ensinando' uma coisa que eu julgava Ciência
    e que, de repente, pôde ser totalmente demolida pelo raciocínio ingênuo de um garoto, sem
    nenhum outro conhecimento científico?
    Remoendo essas idéias, a professora se põe a pensar em outras tantas coisas que
    poderiam ser tão falsas e inconsistentes como as "causas" para o verão e o inverno. "Por que
    tantas outras crianças aceitaram sem resistência o que eu disse? “Por que apenas Joãozinho
    resistiu e não “engoliu” o que eu disse? No caso do verão e do inverno a inconsistência foi
    facilmente verificada. Era só pensar. Se “engolimos coisas tão evidentemente erradas, como
    devemos estar “engolindo” outras mais erradas, mais sérias e menos evidentes! Podemos
    estar tão habituados a repetir as mesmas coisas que já nem nos damos conta de que muitas
    delas podem ter sido simplesmente acreditadas." Muitas dessas coisas podem ser simples
    "atos de fé" ou crendices que nós passamos adiante como verdades científicas ou históricas.

    ResponderExcluir
  9. Tenho duas perguntas para fazer.
    Após a leitura do texto: O Joãozinho da maré. Responda.
    1- Como explicar para Joãozinho a variação do ponto leste?

    2-Como e quando ocorre o sol a pino?

    *OBS: lembrando que Joãozinho é uma criança.
    Aguardo a resposta. Abraço!

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  10. Tenho duas perguntas para fazer.
    Após a leitura do texto: O Joãozinho da maré. Responda.
    1- Como explicar para Joãozinho a variação do ponto leste?

    2-Como e quando ocorre o sol a pino?

    *OBS: lembrando que Joãozinho é uma criança.
    Aguardo a resposta. Abraço!

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  11. Como posso eu estar durante tantos anos 'ensinando' uma coisa que eu julgava Ciência
    e que, de repente, pôde ser totalmente demolida pelo raciocínio ingênuo de um garoto, sem
    nenhum outro conhecimento científico?
    Remoendo essas idéias, a professora se põe a pensar em outras tantas coisas que
    poderiam ser tão falsas e inconsistentes como as "causas" para o verão e o inverno. "Por que
    tantas outras crianças aceitaram sem resistência o que eu disse? “Por que apenas Joãozinho
    resistiu e não “engoliu” o que eu disse? No caso do verão e do inverno a inconsistência foi
    facilmente verificada. Era só pensar. Se “engolimos coisas tão evidentemente erradas, como
    devemos estar “engolindo” outras mais erradas, mais sérias e menos evidentes! Podemos
    estar tão habituados a repetir as mesmas coisas que já nem nos damos conta de que muitas
    delas podem ter sido simplesmente acreditadas." Muitas dessas coisas podem ser simples
    "atos de fé" ou crendices que nós passamos adiante como verdades científicas ou históricas.

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  12. Mas foi assim que me ensinaram. É assim mesmo que eutambén ensino, pensa a
    professora. Faz tantos anos que dou essa aula sobre esse mesmo assunto...”
    - À noite, já mais calma, ela pensa com seus botões:
    - Os argumentos do Joãozinho foram tão claros e ingênuos. Se o inverno e o verão fossem
    provocados pelo maior ou menor afastamento da Terra em relação ao Sol, deveria ser inverno
    ou verão em toda a Terra. Eu sempre soube que enquanto é inverno em um hemisfério, é
    verão no outro. Então, tem mesmo razão o Joãozinho. Não pode ser essa a causa de calor ou
    frio na Terra. Também é absolutamente claro e lógico que se a Terra se aproxima e se afasta
    do Sol, este deveria mudar de tamanho aparente. Deveria ser maior quando mais próximo e
    menor quando mais distante.
    - Como eu não havia pensado nisso antes?
    Como nunca me ocorreu, sequer, alguma dúvida sobre isso?

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