segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Retrocessos: financiamento e pseudociência

Coluna Desvendando o Cosmos:
Ciência Hoje - Agosto - 2019

No momento em que a pesquisa no Brasil sofre retrocesso em seu financiamento, outro fato ‒ tão preocupante quanto ‒ ganha espaço nesse cenário desalentador: a pseudociência.








A ciência é uma das mais bem elaboradas construções do pensamento humano. É uma obra realizada há séculos por diferentes atores, baseada principalmente em acertos e erros. Afinal, a principal qualidade da ciência é justamente a de ser suscetível a mudanças, quando novos fatos colocam à prova conceitos e ideias estabelecidas há muito tempo.
Mudanças radicais sempre ocorreram ao reformularmos profundamente nossa compreensão da natureza. Exemplos: i) a revolução copernicana, que tirou a Terra (e, por consequência, os humanos) do centro do universo, no século 16; ii) a revolução darwiniana, mostrando, cerca de 300 anos mais tarde, que as espécies biológicas se modificam ao longo tempo; iii) o advento da física moderna, no início do século passado, com o estabelecimento das duas teorias da relatividade, do físico de origem alemã Albert Einstein (1879-1955), e a física quântica, que lida com os fenômenos do universo atômico e subatômico.

acesse a coluna integral no site da Ciência Hoje

http://cienciahoje.org.br/artigo/retrocessos-financiamento-e-pseudociencia/
Por dentro da Ciência
Podcast - Rádio CBN - Araraquara

Nessa semana: A crise da ciência brasileira e os impactos econômicos devido a perspectiva de não pagamento das Bolsas do CNPq  na região de Araraquara e São Carlos, que concentram quase 1.800 bolsistas que injetam com as suas bolsas mais de R$ 2.000.000,00 por mês na economia local

Ouça o podcast aqui


terça-feira, 16 de julho de 2019

Ainda sobre a Terra Plana

No dia 16 de julho de 2019 ocorre um eclipse lunar, que no Brasil, na região Sul e Sudeste, pode ser visto de maneira parcial a partir do nascer da Lua no lado Leste do horizonte. Nesse eclipse será possível ver claramente, mais uma vez, que a Terra tem forma esférica, em função da sombra que ela projetará sobre a Lua. Os astrônomos da Antiguidade já tinham percebido isso e há mais de 2500 anos já sabiam sobre a forma esférica da Terra.

Um eclipse lunar ocorre quando a Lua entra na sombra da Terra. Se ela fica inteiramente imersa na umbra da Terra o eclipse dizemos que temos um eclipse total; se somente parte dela passa pela umbra, e o resto passa pela penumbra é chamado de eclipse parcial. Se a Lua passa somente na penumbra, o eclipse é penumbral. Um eclipse total sempre ocorre acompanhado das fases penumbral e parcial.  Durante a fase total, a Lua ressurge inteira, com uma luminosidade tênue e avermelhada. Isso acontece porque parte da luz solar é refratada na atmosfera terrestre e atinge a Lua. Essa luz não possui  raios azuis, que sofreram forte espalhamento e absorção na espessa camada atmosférica atravessada. A distância da Terra -Lua é de 384.000 km, a umbra da Terra tem um diâmetro de 9.200 km em média, cobrindo 2,6 diâmetros da Lua. Esses valores podem variar pois dependem das distâncias relativas entre Sol, Terra e Lua em cada eclipse, pois as órbitas da Terra ao redor do Sol e da Lua ao redor da Terra não são circunferências perfeitas, mas sim elipses pouco excentricidade. A velocidade orbital da Lua é de cerca de 3.682 km/h e por isso a Lua pode levar até   150 minutos para atravessar a umbra, mas a fase de total do eclipse lunar nunca dura mais do que 100 minutos. Ao contrário dos eclipses solares, que são visíveis apenas em uma pequena região da Terra, os eclipses lunares são visíveis para todos que possam ver a Lua, ou seja, por todo o hemisfério da Terra é noite. Devido a isso, os eclipses da Lua são vistos com maior frequência que eclipses solares em  um dado local na Terra.


A umbra da Terra é a  distância em que é cruzada pela Lua e tem um diâmetro de aproximadamente 2,5 vezes o diâmetro da Lua.


Os eclipses lunares somente ocorrem quando temos Lua Cheia (os solares ocorrem quando temos Lua Nova). Não temos eclipses lunares (e solares) todos os meses porque o plano da órbita da Lua é inclinado em cerca de 5 graus em relação ao plano da órbita terrestre ao redor do Sol. Somente quando a Lua cruza o plano da órbita terrestre e está alinhado com o Sol é que temos o eclipse lunar (na Lua Cheia) e solar (na Lua Nova).



Representação esquemática das órbitas da Terra ao redor do Sol e da Lua ao redor da  Terra


Dessa forma, mais uma vez podemos verificar, por meio dos eclipses que a nosso planeta, como todos os outros milhares descobertos ao redor de inúmeras estrelas da nossa galáxia, são esféricos!!!!.







sexta-feira, 12 de julho de 2019

As controvérsias da Terra Plana


Esse é um vídeo que foi produzido pela Casa do Saber em São Paulo. Fiquei surpreendido pela enorme quantidade de comentários de pessoas criticando o fato de ter apresentado os argumentos que o nosso planeta, de fato, tem forma esférica. É impressionante as posições muito raivosas das pessoas que acreditam nessa falácia, que muitos apresentam como científica, mas de fato não é. Sem dúvida, precisamos refletir um pouco sobre esse fenômeno. No século 21 voltamos a uma discussão de 2500 anos que já tinha sido superada. Como discuto no vídeo, contra fatos não existe controvérsia.








OS MARAVILHOSOS TIJOLOS DA NATUREZA

COLUNA DESVENDANDO O COSMOS - ciência hoje
julho DE 2019


Hoje – com base no fato de que tudo é feito de átomos –, somos capazes de manipular esses tijolos da natureza para produzir novas formas de matéria, que, muitas vezes, são a base de novas tecnologias presente em nosso cotidiano.




O fato de que todas as coisas são feitas de átomos foi uma das maiores descobertas feitas pela humanidade. Imaginar que algo invisível ao nosso olhar é responsável pela enorme diversidade de coisas é fantástico.
Os átomos têm em seu núcleo prótons (carga elétrica positiva) e nêutrons (sem carga elétrica). A massa destes últimos é levemente maior que a dos primeiros. Em uma escala muito maior que a do núcleo, temos os elétrons, com carga elétrica igual a do próton, mas negativa, e com massa 1.836 vezes menor que a do próton. Além dessas características, essas três partículas subatômicas têm o chamado spin, associado a seu momento angular intrínseco. O spin é uma propriedade exclusivamente quântica – ou seja, sem similar no mundo macroscópico.

leia na íntegra em Ciência Hoje

ESCALAS DE COMPREENSÃO DO COSMO


COLUNA DESVENDANDO O COSMOS - ciência hoje
junho DE 2019


Ao longo de milênios,fomos capazes de enxergar do gigantismo do cosmo à pequenez da estrutura celular. Isso foi possível graças a novas tecnologias e, principalmente, à nossa infindável curiosidade sobre a natureza.



Ao longo de milênios, observamos a natureza e procurarmos encontrar explicações para perguntas que nos incomodam ou despertam nossa curiosidade. Foi assim com o movimento das estrelas e dos planetas, as fases da Lua, o surgimento da vida, a queda de objetos… Buscamos respostas para entender os fenômenos naturais.
Para ampliar essa compreensão, não somente desenvolvemos ideias e teorias, mas também trabalhamos para ampliar nossos sentidos e nossas percepções. Para isso, aumentamos nossa capacidade de enxergar, tanto o gigantesco quanto o diminuto, com o advento do telescópio e do microscópio, entre o século 16 e 17.

leia na íntegra em Ciência Hoje

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Os segredos ocultos nas estrelas

Coluna Desvendando o Cosmos
Maio de 2019


O simples ato de olhar as estrelas – e tentar entendê-las – é o fio condutor de uma história de sucesso que tem suas raízes na Antiguidade e deu origem a uma das mais importantes teorias científicas de todos os tempos.

Desde a Antiguidade,construímos muitos conhecimentos olhando para as estrelas. Primeiramente, como estavam inatingíveis,deveriam ser divinas, e a elas atribuímos mitos e lendas. Algumas se moviam de forma diferente das outras. Essas foram chamadas planetas, pois achávamos que eram deuses.
Acreditamos também que nossos destinos estariam escritos nas estrelas e criamos a astrologia. Passados milhares de anos,ainda há quem acredite nessa prática – que, vale ressaltar, não tem fundamento científico algum, mas ainda é bem popular –,talvez, por ignorância, ou por ser conveniente.


leia na íntegra em Ciência Hoje



sábado, 8 de junho de 2019

Prêmio Ernesto Hamburger - Divulgação Ciência Hoje









Colunista da Ciência Hoje, o físico Adilson Jesus Aparecido de Oliveira, professor titular da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), é o ganhador da primeira edição do Prêmio Ernesto Hamburger. Criado ano passado pela Sociedade Brasileira de Física, o prêmio é uma homenagem ao físico e divulgador de ciências brasileiro Ernesto Wolfgang Hamburger (1933-2018), com o propósito de reconhecer trabalhos de popularização das Ciências Físicas.
Leia mais: http://bit.ly/2KyV5Fi
Veja também a coluna "Desvendando o Cosmos", de Adilson Oliveira, na CH: http://cienciahoje.org.br/artigo_category/desvendando-o-cosmos/