terça-feira, 29 de setembro de 2009

Coluna na ClickCiencia

Astronomia - uma disciplina fascinante

O Homem, desde alvorecer da consciência, olha para o céu e tenta compreendê-lo. O brilho das estrelas representa, para muitos, vida e eternidade. Ao observá-las dia após dia, temos a sensação que elas nunca mudam. É como se estivem lá para nos dizer alguma coisa. Entretanto, entre as milhares de estrelas pode-se observar durante uma noite, alguns pontos brilhantes, que ao longo do ano descrevem trajetórias complicadas. O palco para esse movimento são as constelações, figuras que imaginamos estarem representadas pelas estrelas. Ao longo de um ano podemos ver cinco destes pontos errantes luminosos. Podemos observar Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Urano e Netuno somente podemos observar por meio de telescópios. E claro, o nosso planeta Terra, completa o nosso sistema solar com oitos planetas. 
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sábado, 26 de setembro de 2009

18a. Edição da ClickCiencia

Está no ar a nova edição da ClickCiencia. A edição desse mês trata da própria divulgação científic, prinicipalmente em funça da I Mostra de Divulgação Científica que foi realizada em São Carlos.
Vejam o Editorial desse mês e acessem a revista: http://www.clickciencia.ufscar.br/


Editorial


Fazendo diferente

O Laboratório Aberto de Interatividade para a Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico (LAbI) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolve projetos de disseminação da Ciência usando meios de comunicação diversos, Arte e interatividade. A metodologia básica de trabalho envolve a criação de aparatos artístico-tecnológicos e interativos para despertar a curiosidade do público e, posteriormente, ofertar conhecimento sistematizado sobre diversos ramos da Ciência.

Para o LAbI, realizador da ClickCiência, investigar e por em prática novas metodologias de divulgação científica, mais que uma prazerosa missão diária, é a sua razão ser. A equipe, formada por estudantes de graduação, pós-graduação, professores e profissionais das áreas de Física, Letras, Comunicação e Educação, está envolvida com o desenvolvimento de instalações artísticas e de plataformas na Web para o compartilhamento de conteúdos; programas de rádio e televisão e oficinas e cursos para professores e alunos. Sendo assim, no mês em que o Laboratório realizou a I Mostra de Metodologias de Divulgação da Ciência da UFSCar e recebeu trabalhos de dezenas de pesquisadores espalhados por todo o País, a ClickCiência também dedica a sua edição à construção de um panorama sobre o que tem sido feito, Brasil afora, para levar a Ciência a cada vez mais pessoas.

Das experiências teatrais da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, no Rio de Janeiro, do Grupo Ouroboros, em São Carlos-SP, e da Seara da Ciência, do Ceará, passando pelas práticas com jogos lúdicos da Unicamp, em Campinas-SP, e do Lequal, na Universidade Federal de Goiás, e chegando à construção de obras literárias em projetos da Universidade Federal de São João Del Rei-MG e da Universidade Federal de São Carlos, percorremos um longo caminho, através do qual foi possível perceber quão entusiasmados são os esforços e frutíferos são os trabalhos dos pesquisadores interessados e preocupados em compartilhar o conhecimento com o objetivo de construir uma sociedade mais justa e igualitária.

A edição também conta com uma aprofundada discussão sobre o verdadeiro papel da divulgação científica e sobre a dicotomia entre divulgação e educação. O professor Antonio Carlos Pavão, diretor do Espaço Ciência de Pernambuco e da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência, falou à ClickCiência, vislumbrando o futuro dessas atividades no Brasil.

Boa leitura!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Profissão: Cientista

Coluna Física Sem Mistério
Publicada no Ciência-Hoje On-line em 17/09/2009

Entre os meses de setembro e novembro, muitos jovens na faixa etária de 17 a 20 anos ficam preocupados e apreensivos, pois durante esse período as principais universidades brasileiras começam a realizar seus vestibulares. Fazer a escolha de uma carreira que poderá marcar toda a vida não é fácil. Entre as carreiras mais disputadas normalmente estão as de medicina, engenharia e direito, devido ao seu prestígio social e à perspectiva de um bom retorno financeiro no futuro. Contudo, alguns poucos jovens, pelos mais diversos motivos, sonham em se tornar algo que não costuma ser muito popular: cientista.


Mas o que é ser um cientista? É possível viver do trabalho na ciência? Quando fazemos essas perguntas (eu mesmo as fiz quando era estudante do ensino fundamental) é difícil encontrar as respostas, principalmente se vivemos em um ambiente com pouco acesso a informações. Normalmente as primeiras que encontramos são: “ser cientista é uma coisa do outro mundo” ou “algo somente para alguns iluminados” ou “uma profissão que não tem futuro”.

Essas respostas, muitas vezes desanimadoras, talvez venham do senso comum sobre o que é ser cientista. O estereótipo construído normalmente remete à figura de uma pessoa distraída, que “tem a cabeça no mundo da Lua”, desligada da realidade, que anda mal vestida, traz os cabelos sempre despenteados, usa óculos com lentes grossas e veste um avental branco e amassado, com o bolso cheio de canetas. Para o gênero feminino, além das características citadas, imagina-se uma mulher feia, muito gorda (ou muito magra), que não se preocupa com a aparência e não tem nenhuma vaidade. Em ambos os casos, a visão sobre o cientista é algumas vezes a do bruxo (ou bruxa), que não deve ser uma pessoa “normal”.

No imaginário popular, o cientista é um solitário que trabalha em um laboratório com muitos objetos estranhos, tubos de ensaio, vidros contendo líquidos coloridos exalando vapores, microscópios etc. Imagina-se que o trabalho dele consiste em misturar líquidos que a qualquer momento podem provocar uma explosão que mandaria o laboratório pelos ares.

Magos e alquimistas
Esse quadro nos remete à descrição que temos do trabalho dos magos e alquimistas da Idade Média. Naquele período, que precedeu o nascimento da química como a conhecemos hoje, havia a tentativa de encontrar meios que levassem à transformação da matéria e à criação de novas substâncias. O exemplo mais famoso era a busca pela pedra filosofal, que permitiria, entre muitas coisas, transformar mercúrio em ouro. Naquela época, somente por meio da magia é que se poderia imaginar a realização de tal feito. Contudo, nos dias atuais, não por meio da pedra filosofal, mas utilizando aceleradores de partículas, é possível realizar essa transmutação, mas isso é feito apenas com alguns átomos.


A visão popular do cientista, em particular dos físicos e químicos, talvez tenha sido construída dessa maneira porque a ciência, para o cidadão comum, parece ser misteriosa ou mágica. Contudo, trabalhar com ciência é algo bem diferente da imagem descrita acima. O trabalho de laboratório pode ser o mais diverso. Ele vai desde o convencional, no qual os materiais a serem estudados são produzidos por reações químicas ou físicas e as análises são realizadas pelas mais diversas técnicas, até aquele feito em grandes laboratórios, como síncrotrons ou aceleradores de partículas, ou ainda na própria natureza, como nas florestas e no próprio espaço. Para o astrofísico, por exemplo, o laboratório é todo o universo.

Além disso, nem sempre o cientista trabalha em um laboratório. Ele pode fazer o que se chama de pesquisa teórica, que necessita de computadores, de pesquisa em documentos, da análise de informações obtidas por outros cientistas, entre outros meios. A partir desses estudos pode-se descobrir e explicar muitos dos fenômenos do mundo que nos cerca.

Ao contrário do que muitos pensam, o cientista também não é aquele que sabe tudo. Nos dias de hoje, devido à grande especialização que existe na ciência, é impossível alguém dominar todas as áreas de conhecimento. Por exemplo, um cientista da área de física, embora possa ter uma visão geral desse campo, normalmente trabalha com um tema específico. Um físico especializado em astrofísica não tem conhecimento profundo de física médica, por exemplo.

Longa trajetória
A formação de um cientista é uma longa caminhada e ela nunca tem um fim. O início pode ser ainda quando se é estudante de graduação, ao se fazer uma iniciação científica. Nesse caso, um professor (que seja cientista) propõe ao aluno um pequeno trabalho no qual ele começa a aprender os primeiros passos da pesquisa. Para continuar a formação, após concluir a graduação, normalmente cursa-se um mestrado, com duração de dois anos, e um doutorado, que dura em torno de quatro anos. Após isso, são feitos alguns estágios de pós-doutorado para aprimorar mais os conhecimentos.

No mestrado, além de fazer cursos mais avançados e especializados, se desenvolve uma pesquisa sob a orientação de um professor, que deverá ser apresentada na forma de dissertação para uma banca com no mínimo três professores. No doutorado, além de o cientista se especializar mais, fazendo outras disciplinas, a pesquisa deve também gerar publicações, produtos, patentes etc. É necessário escrever uma tese e apresentá-la para uma banca com pelo menos cinco professores (que devem ser doutores). A partir daí, recebe-se o título de doutor (este de verdade, não o que muitos bacharéis utilizam sem tê-lo). Essa é a trajetória para se tornar cientista. Apenas em raras exceções não se segue esse caminho.


De fato, ser cientista exige muito de quem opta por essa carreira, mas ela é, sem dúvida, uma das mais apaixonantes. Convém lembrar que o cientista é uma pessoa como outra qualquer, tem os mesmos problemas e dificuldades do cidadão comum. Tem que levar as crianças na escola, fazer compras no supermercado, lavar o carro etc.

No Brasil, em particular, o termo cientista é pouco usado para designar os que fazem ciência. É mais comum chamá-los de pesquisador, embora esse termo também se aplique às pessoas que realizam censos e pesquisas de opinião, como as eleitorais.

Para o nosso país, é fundamental existirem pessoas envolvidas na atividade científica, para que não fiquemos muito distantes dos países mais avançados, não somente em termos de tecnologia, mas também de desenvolvimento humano. É mais importante a riqueza que existe na cabeça das pessoas do que a que se encontra embaixo da terra, como petróleo, minerais etc.

A carreira de cientista em um país como o Brasil não tem muito prestígio, pois o retorno financeiro não é proporcional ao nível de especialização exigido para tal. Contudo, o prazer da descoberta e a satisfação de percorrer caminhos ainda não trilhados são os maiores retornos que essa carreira pode proporcionar. Ter a oportunidade de participar da maior aventura humana, que é a descoberta e a compreensão do mundo a nossa volta, é algo que não tem preço
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Primeira Mostra de Metodologias de Divulgação da Ciência

Hoje está ocorrendo o primeiro dia da Mostra. Na primeira mesa da manhã contamos com a presença dos Prof. Sérgio Mascarenhas (que dispensa apresentações) do IEA da USP-São Carlos, Vanderlei Bagnato ( coordenador do CEPID de Ótica e Fotônica da FAPESP e do IFSC- USP, Emerson Pires Leal, ex- professor do DF-UFSCar e atual vice-prefeito de São Carlos e secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento, Antonio Aprigio do IQSC e Diretor do CDCC São Carlos- USP e a minha participação como Coordenador do LABI UFSCar.
Foi uma conversa interessante sobre as iniciativas de divulgação científica de São Carlos, como é o caso do Museu de Ciências que a Prefeitura está construindo, as atividades da agência de noticias do IEA, o trabalho de 3 décadas da CDCC e o intenso trabalho de divulgação científica feito pelo grupo do Prof. Bagnato.

Na parte da tarde ocorreram duas oficinas e a exposição de poster. Também apresentamos a nossa nova instalação interativa: "Um novo tempo"


Na noite ainda foi apresentado o filme "O céu de outubro" onde foi feito um debate com "cientistas apaixonados" sobre a sua paixão pela ciência

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Começa na quara-feira a I Mostra de Metodologias de Divulgação da Ciência

Estaremos iniciando na próxima quarta-feira (09/09) a I Mostra de Metodologias de Divulgação Científica. Trata-se de um evento financiado pelo CNPq e PROEX-UFSCar, onde haverá apresentação de oficinas e workshops sobre divulgação científica.
Acessem a programação e ainda há tempo para participar:
http://www.divulgacaocientifica.ufscar.br/programacao.html